BIM na prática: A revolução no dia a dia dos arquitetos
- Marcelo Mannrich
- 16 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: há 5 dias

No artigo anterior, falei sobre a dificuldade em encontrar arquitetos recém-formados com domínio real em BIM. Agora, quero aprofundar um pouco mais: afinal, como o BIM tem transformado o dia a dia dos escritórios de arquitetura na prática?
Para quem vive a rotina de projeto, como nós aqui no escritório, a resposta é clara: o BIM não é mais uma opção ou diferencial — é uma virada de chave na forma de pensar, projetar e colaborar.
BIM além da teoria
Muito se fala sobre o BIM como um conjunto de softwares. Mas a realidade é que ele vai muito além disso. É uma metodologia que une projeto, planejamento, execução e operação em um único fluxo contínuo.
Hoje, conseguimos prever interferências antes de construir, extrair quantitativos em tempo real, integrar equipes remotas, e simular cenários técnicos e ambientais ainda na fase de concepção.
Mas, para isso funcionar de verdade, não basta saber clicar nos comandos certos (Não tem a ver com programas!!). É preciso entender o processo, saber trabalhar em equipe, respeitar protocolos e ter uma visão clara das etapas de projeto.
Como o BIM impacta o dia a dia no escritório?
Aqui, listo cinco pontos que vivenciamos todos os dias:
Eficiência e menos retrabalho Com a compatibilização entre disciplinas acontecendo desde o início, erros de obra se tornam exceção — e não regra.
Comunicação mais fluida com engenheiros e consultores Tudo em uma plataforma central, sem aquela troca infinita de arquivos e versões.
Controle de orçamento mais preciso Com os quantitativos integrados ao modelo, conseguimos oferecer estimativas realistas e fundamentadas
Gestão de entregáveis por etapa Com o BIM, é possível acompanhar quais disciplinas entregaram seus pacotes de projeto em cada fase — garantindo mais organização, rastreabilidade e clareza sobre responsabilidades dentro do cronograma.
Acompanhamento do cronograma de projetos O uso de modelos vinculados a datas e marcos permite visualizar o andamento real das entregas, facilitando ajustes, previsões e uma coordenação mais eficiente entre todos os envolvidos.

Profissional com BIM = profissional preparado
No mercado atual, quem domina o BIM está dois passos à frente. E isso vai além de “saber mexer em software”. É sobre pensar em processo, colaborar com fluidez e entender o projeto como um todo, da planta ao ciclo de vida do edifício.
Aqui no escritório, valorizamos muito isso. Temos visto que os profissionais que realmente entendem o BIM se adaptam mais rápido, entregam com mais segurança e se tornam peças-chave nas equipes.
Como fomentar essa cultura?
Se queremos um mercado mais preparado, precisamos agir em três frentes:
Formação continuada dentro dos escritórios: não dá para esperar que tudo venha pronto da faculdade.
Investimento em tecnologia: ferramentas boas fazem diferença, mas precisam vir com treinamento.
Parcerias com universidades (deveria): precisamos nos aproximar da formação acadêmica e ajudar a moldar os próximos profissionais.

Um convite à evolução
Se no passado a prancheta moldava nossa forma de pensar, hoje o BIM é o novo ponto de virada. E como toda mudança, ela exige esforço, visão e adaptação. (Sim, não é fácil!)
Aos colegas arquitetos, formadores e gestores: o BIM já é uma realidade viva — e se soubermos aplicá-lo com clareza, podemos transformar não só nossos escritórios, mas também a forma como cidades e edifícios são pensados.
O futuro já começou — e ele é colaborativo, inteligente e integrado. ATIVE A ARQUITETURA.


Comentários